28 de outubro de 2009
Hoje é o dia da animação
Hugo Nogueira Luz é jornalista.
nogueiraluz@gmail.com
27 de outubro de 2009
E eu com isso?

As novas tecnologias têm mudado o mundo de uma maneira imprescionante. Profissoões foram criadas. Profissões foram extintas. E nenhum trabalhado se manteve igual a antes dessas mudanças.
Isso se refletiu, mais intensamente, na comunicação. A comunicação virou brinquedo para quem não era profissional, com ferramentas como orkut, blogs, sites, msns da vida, entre outros. E virou coisa ainda mais séria para quem ganhava a vida dessa forma. A informação passsou a ser um prato que deve ser servida, indiscutivelmente, quente, muito quente. Tão quente que tem horas que queima a mão, a boca ou sei lá o que por onde seja ingerida.
É indiscutível que todas essas ferramentas aproximaram pessoas, encurtaram distâncias e fizeram com que se esteja em qualquer lugar sem sair de casa. E isso quer dizer que todos os lugares do mundo têm que estar dentro da casa de cada pessoa. Jornalistas e profissionais da comunicação têm que se desdobrar para dar a todos os anônimos que estão do lado de lá da informação, detalhes de cada um dos milhares de fatos que acontecem a todo o momento, em todo o mundo.
Diz a Constituição que todos têm o direito à informação: direito de se informar, de ser infomado e de informar. Os dois primeiros itens estão devidamento cobertos, com o sacrifcío dos profissionais. Mas e o terceiro? Todos têm o direito a informar também. E isso foram criados meios para que a pessoa “normal” pudesse infomar.
A mais nova moda é o twitter. Um site de relacionamento onde só é possível inserir mensagens com até 140 caracteres, que são exibidas na página do autor e para os seus “seguidores”. Você, provavelmente, conhece o twitter e minha intenção aqui não é descrevê-lo.
O que quero discutir é o uso que muitas pessoas têm feito, não só do twitter, mas das ferramentas de comunicação em geral. Um dos fatos que marcaram o twitter foi quando a notícia da queda de um avião nos Estados Unidos foi transmitida em tempo (quase) real através do celular de uma pessoa que passava pelo local. A mensagem foi enviada através do celular, mas pelo twitter, que oferece uma ferramenta que permite a comunicação via telefone móvel.

Muito bom. Aplica-se ainda mais velocidade à transmissão da informação. Muitos jornalistas utilizam-se atualmente do twitter para transmistir informações úteis ao público. Eu mesmo, que entrei recentemente neste “mundo” (mais uma gíria dos usuários de novas tecnologias), acompanho pessoas que transmitem informações extremamente interessantes por este meio de comunicação.
Não só jornalistas, é claro. Não serei descriminatório, já que eu disse acima que, com as novas tecnologias, todas as pessoas têm a possibilidade de “informar”. Há muitas pessoas que utilizam-se do twitter e colocam em rede informações valiosas.
O que me assusta é que muitos, e mais uma vez, jornalistas e não jornalistas, usem o twitter como forma de exposição de sua vida pessoal. Fico realmente assustado com isso. Por que alguém informa no twitter o que está fazendo a cada minuto? O que isso interessa aos demais? Posso estar errado, mas vejo que muitas pessoas utilizam-se dessa ferramenta como forma de autopromoção, transmitindo ao longo do dia ações banais, que deveriam caber ou interessar só a si mesmos.
Mas o que mais me deixa estarrecido é que haja platéia ou audiência para isso. Por que alguém se interessa pelo o que outras estão fazendo? Se eu acho que você não tem, ou não deveria ter, motivos para falar o tempo todo o que está fazendo, eu tenho menos motivos ainda para querer saber o que você está fazendo.

Recentemente vi uma matéria informando que as montadoras poderiam ser obrigadas a inserir GPS (Global Position System) nos veículos como equipamentos de série, no intuíto de facilitar a recuperação de veículos furtados ou até mesmo o rastreamento no caso de sequestros. Diversos entrevistados afirmaram que isso seria mais uma forma de coibir as liberdades indivíduais. Reclamamos que novas tecnologias podem fazer com que tenhamos nossa privacidade e vida pessoal enfraquecidas, expóstas às demais. Mas nós somos os primeiros a fazer isso, expôr nossas vidas para pessoas que nem sabemos quem são, por livre e expontânea vontade.
Sinceramente, não entendo isso. Não tenho nenhum tipo de preconceito, mas não entendo. Pesquisas mostram que o brasileiro é um dos povos que mais tempo fica na internet. Mas qual a qualidade dessas horas? O que tanto fazemos na internet?
As novas tecnologias serviram, entre outras coisas, para aproximar pessoas. Mas será que esta proximidade chega a tal ponto que a intimidade se torna pública? É claro que todos têm o direito de falar o que quiser, como quiser e para quem quiser. Mas já que estamos comunicando, temos que pensar sobre uma premissa básica da comunicação: o interesse público.
Hugo Nogueira Luz é jornalista.
nogueiraluz@gmail.com
24 de outubro de 2009
Carro elétrico: o carro do passado
O que você acharia de nunca mais ter que colocar gasolina em seu carro? É, isto já é realidade para muitos brasileiros que possuem automóveis flex. Mas e se seu carro também não fosse movido a álcool, nem a diesel, nem a GNV. O que você acharia de ligar seu carro na tomada e depois andar cerca de 200 km, desenvolvendo velocidades de até 150 km/h?Ilusão? Sonho? Utopia?
Pois é. Este carro já existe. Ou melhor, existiu. Ele foi assassinado. É esta a história que o documentarista americano Chris Paine conta no filme “Quem matou o carro elétrico?”.
De acordo com o documentário, a GM se prontificou a desenvolver um protótipo do carro movido a energia elétrica no meio da década de 1990, na Califórnia. Engenheiros trabalharam duro para criar o EV 1, que possuía uma bateria capaz de armazenar energia o suficiente para rodar os 200 km mencionados acima.
Vendedores começaram a oferecer o carro a diversas pessoas, em sistema de leasing, para que a montadora pudesse fazer uma avaliação da demanda pelo produto. O filme mostra funcionários que afirmavam que as listas de espera cresciam, embora houvesse algumas desconfianças sobre o produto.

Muitos ex-proprietários também se dispuseram a dar seus depoimentos. Todos eles afirmam que estavam completamente com o carro, entre eles os atores Mel Gibson e Tom Hanks, dizendo ainda que o carro era silencioso, limpo, de fácil manutenção e, sobretudo, não consumia gasolina, logo, não poluía a atmosfera. Questionado sobre o principal motivo pelo qual optou pelo EV1, Tom Hanks disse que estava ajudando a “salvar a América”.
O governo californiano chegou a tentar ajudar as montadoras, oferecendo subsídio para a compra, instalando carregadores de energia pela cidade e criando uma lei impondo que determinada porcentagem de carros produzidos deveria ser de carros elétricos. Aí se iniciaram os problemas, de acordo com o filme.
O lobby das petrolíferas começou a atuar. Coincidentemente, em 2000 Geroge W. Bush chegava ao poder nos Estados Unidos, trazendo com sigo boa parte dos cabeças destes lobbys. O próprio “Bushinho” já havia trabalhado em empresas ligadas ao ouro preto, assim como seu vice, Dick Cheney e Condoleezza Rice, a toda poderosa Secretária de Estado.
O fato é que o governo da Califórnia, agora comandado pelo ex-ator Arnold Schwarzenegger, foi processado pelo governo federal e pelas montadoras, por causa da lei e as coisas começaram a mudar.
De uma hora para outra a
demanda, que antes era satisfatória, passou a não ser mais e o EV 1 começou a ganhar críticas dentro da própria GM. Outras montadoras também estavam começando com projetos semelhantes (Ford, com Think e Ranger, Honda com o EV Plus e Toyota com a RAV4), mas os projetos foram, na melhor das hipóteses, freiados.Mas o pior ainda estava por vir. As montadoras foram pressionados e simplesmente sumiram com todos os carros elétricos dos Estados Unidos. Isso mesmo. Nem mesmo aquelas pessoas que haviam adquirido os carros puderam ficar com eles. Os proprietários receberam notificações de que, como haviam comprado o carro em sistema de leasing, deveriam devolvê-los, ou arcar com as conseqüências.
Resultado: todos os carros foram resgatados e destruídos. Sobrou um EV 1, no museu do automóvel, obra de uma boa ação da GM.
Isso me faz pensar em algumas coisas. Principalmente, ao ver este filme lembrei-me do texto que motivou a criação deste e
spaço de discussão. Em “O sabotador econômico”, o economista e ex-funcionário do governo americano, John Perkins, conta como ganhou a vida. Recém formado, Perkins foi convidado a trabalhar para Agência Nacional Americana. A idéia era que, através de chantagens, suborno, negociatas ou a violência, se fosse necessário.O ex-sabotador conta algumas das atividades em que se envolveu, principalmente com relação a questão de terras indígenas dos países sul-americanos e com relação ao próprio petróleo, em países do oriente médio.
Segue aqui um trecho do texto:
“A reposta do governo norte-americano a contundência do livro de Perkins é o silêncio. Até agora, "Até agora, o ex-sabotador não sofreu represálias e diz que está sendo ignorado pelos grandes jornais e TVs americanas. No único convite de recebeu de uma rede comercial, a NBC, teve a entrevistada desmarcada meia hora antes. Mas Perkins não vai desistir. “Os americanos não sabem como o seu país age internacionalmente. Eles precisam acordar”, argumentou.”
Até quando os governos e as empresas vão ficar brincando com o povo. O sistema de governo em que vivemos é, ou deveria ser, o representativo. Isso quer dizer que os governos deveria, cada um, representar o seu povo. Mas não é isso o que vemos. Governos e governantes decidem o futuro de países e de cidadãos, colocando os interesses econômicos acima dos
demais.Um carro elétrico poderia ser um primeiro grande passo para uma revisão de mentalidade com relação à poluição que assusta o mundo. Quantas pessoas adquiriram e morreram devido a doenças pulmonares causadas pela poluição gerada por automóveis? O que falar a elas ou a seus familiares? Que a vida delas era menos importante que os interesses econômicos das montadoras e dos governantes americanos?
E com isso voltamos a raiz, a idéia inicial deste blog: é preciso que participemos mais das decisões políticas. É preciso conhecer para opinar. E enquanto pessoas não participarem e não reclamarem, os políticos vão continuar fazendo o que bem entendem.
É preciso acabar com isso. E quem tem que dar o primeiro passo é você!
nogueiraluz@gmail.com
14 de outubro de 2009
Jogo da Seleção faz prefeito dispensar funcionários em Campo Grande
OBS: Na mesma hora, a Argentina de Maradona estará disputando uma vaga no sufoco contra o Uruguai.
Hugo Nogueira Luz é jornalista.
nogueiraluz@gmail.com
IPVA deverá ter redução de até 15% em 2010
Hugo Nogueira Luz é jornalista.
nogueiraluz@gmail.com
9 de outubro de 2009
Tenho certeza que algum dia você também já xingou os banqueiros. Juros abusivos, taxas que ninguém sabe da onde saíram, cobranças na sua casa que te deixaram mal. Será que os bancários são cúmplices dessa situação?
Bom, que tal ouvir o lado dos bancários? Abaixo você vai ler o relato de um bancário, Renê Rabello Morales, formado em direito pela UNISAL de Lorena em 2008, Renê obteve a autorização da Ordem dos Advogados do Brasil para advogar no início deste ano. Deste 2006 trabalhando no banco Nossa Caixa, Rene não pensava em exercer a profissão tão cedo, pensameno que pode estar mudando um pouco.
Mas vamos ao relato do nosso doutor bancário.
O Brasil é um dos países onde os bancos têm os maiores lucros no mundo! E todo ano é essa intransigência, nunca nos oferecem um reajuste salarial razoável, por isso todo ano entramos em greve. Neste ano, com a desculpa da "cride mundial", a primeira proposta dos bancos foi 0 (zero) de reajuste! Com a primeira ameaça de greve, propuseram 4,5% (apenas a inflação setembro 2008 - agosto 2009). Na negociação de ontem colocaram como "proposta final" 6% de reajuste.
Mas é uma grande hipocrisia dos banqueiros alegarem que não podem pagar o que nós, bancários, achamos justo, porque mesmo após a crise os lucros dos bancos brasileiros já voltaram aos patamares bilionários de antes. É o setor que mais lucra no país!
Eles teriam condições de nos pagar TUDO o que pedimos (incluindo reajuste 10 %, PLR de 3 salários + 3.800 fixo, valorização dos pisos, valorização dos benefícios etc) e ainda assim continuariam com lucro bilionário. O que pedimos não é demais para os bancos. E com esses reaj
ustes insuficientes, que com muita briga conseguimos a cada ano, nosso poder de compra não aumenta, estamos sempre com o orçamento apertado e não conseguimos planejar nada a longo prazo, porque temos sempre que estar preparados para imprevistos.
Ou isso, ou somos obrigados a recorrer a empréstimos.Eu fico contente com a disposição de muitos colegas em aderir a greve. Em Lorena, o único banco que permaneceu funcionando foi o Bradesco, porque sabemos que lá o assédio moral é enorme. Os funcionários são constantemente ameaçados de demissão pelos próprios gerentes se aderirem a greve.
Li no site do sindicato que numa cidade do interior de SP, o gerente do Bradesco mandou abrir um buraco na parede que divide o banco com o prédio vizinho, para seus funcionários entrarem por ele, pois o sindicato havia bloqueado a entrada do banco para forçar a paralisação. Veja a que ponto chegou esse gerente, colocando em risco até mesmo a segurança dos seus funcionários e clientes! O link da matéria: http://www.bancarios.com.br/news.php?news=8281
Por outro lado, ainda há muitos bancários (inclusive de bancos públicos) que não participam da nossa luta, por medo, por ignorância ou por comodismo. E um grande esforço que fazemos durante a greve é justamente esse: esclarecer a esses funcionários que a greve é um direito do trabalhador garantido na Constituição Federal, ou seja, as empresas não podem fazer nada contra quem participou da greve; e convencê-los de que precisamos do apoio de cada um, ou não teremos melhoria alguma de nossas condições.
É por isso que a cada dia de paralisação o número de agências fechadas cresce, pelo esforço dos grevistas em conseguir mais e mais aderências. A população, em grande parte, não entende nossa luta e volta-se contra nós. Somos chamados de vagabundos, folgados. Muitos acham (erroneamente) que ganhamos muito bem e que não é legítimo querer ter reajuste todo ano. A verdade é que esses que nos criticam só pensam em si mesmos, não tem um pingo de compreensão. E o pior é que os banqueiros jogam com essa pressão que sofremos da população.
Mesmo em greve, recebemos comunicados internos dos bancos cobrando "responsabilidade" com as necessidades dos clientes. Isso é uma grande ironia deles, pois o que os clientes não sabem é que a irresponsabilidade é dos bancos! Está na mão deles voltarmos ao trabalho, basta para isso negociarem uma proposta séria! Não podemos simplesmente ceder a pressão e abandonar o movimento, porque assim nunca seremos respeitados pelos nossos patrões e nosso salário ficará cada vez mais enfraquecido!
Renê Rabello Morales, 08 de outubro de 2009
A greve deve ter começando a se encerrar, sendo que todas as reivindicações foram parcialmente aceitas e com ressalvas (Renê votou contra a volta ao trabalho durante a Assembléia que definiu o fim da greve). Eu não conheço nenhum banqueiro e este blog não é informativo e sim opinativo, mas se alguém conhecer ou se alguém se dispuser a defendê-los, o espaço está aberto.
E Renê estará atento ao debate aqui, em Por Trás das Cortinas.
Hugo Nogueira Luz é jornalista
2 de outubro de 2009
Vídeo exibido pela Comissão Organizadora da Campanha Rio 2016
Hugo Nogueira Luz é jornalista.
nogueiraluz@gmail.com
o.
ouve uma disputa paralela entre “os dois chefes de estado mais populares do mundo, atualidade”. E Lula venceu.Logo após seu discurso de agradecimento, um repórter do Correio Brasiliense questionou como Lula acha que seria recebido no Rio de Janeiro, depois de ter sido vaiado no PAN. O presidente respondeu dizendo que estava mais preocupado com a próxima candidatura do Rio, desta vez às Olimpíadas de Inverno, do que com isso. O presidente dá aulas de política para quem quiser aprender.
Hugo Nogueira Luz é jornalista.
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22 de setembro de 2009
Hugo Nogueira Luz é jornalista.
nogueiraluz@gmail.com
